O Laboratório da Paisagem será responsável pela elaboração dos projetos de valorização ecológica e paisagística para o Parque D. Afonso I e para a futura Praia Fluvial do Vaqueiro, contribuindo, em articulação com o Município de Guimarães e com as restantes equipas técnicas, para o desenvolvimento de duas intervenções estruturantes de valorização ambiental do território.
Os projetos integram o conjunto de protocolos assinados na passada sexta-feira, 3 de julho, no Palácio Vila Flor, numa cerimónia realizada no âmbito da reunião do Conselho de Ministros em Guimarães. A sessão contou com a presença da Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, do Presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, José Pimenta Machado, e do Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo.
Durante a cerimónia, a Ministra do Ambiente e Energia destacou o percurso de Guimarães na recuperação ambiental do território e realçou o papel do Laboratório da Paisagem no desenvolvimento destes projetos, sublinhando a relevância do trabalho desenvolvido no concelho.
No Parque D. Afonso I, o investimento previsto é de 400 mil euros e permitirá transformar aquele espaço num novo jardim urbano de referência, através da recuperação da Ribeira de Santa Luzia, da criação de novas zonas verdes, do reforço da biodiversidade e da ligação entre o centro histórico e o Campus de Azurém da Universidade do Minho. A intervenção integra princípios de restauro ecológico e soluções baseadas na natureza, contribuindo para os objetivos do Plano Nacional de Restauro da Natureza e para a recuperação dos ecossistemas urbanos.
Já a futura Praia Fluvial do Vaqueiro contará com um investimento de 500 mil euros para a recuperação ecológica do rio Ave, entre as freguesias de Souto Santa Maria, Souto São Salvador e Gondomar. A intervenção prevê a reabilitação das margens, a remoção de espécies invasoras, a plantação de vegetação autóctone e a criação de percursos pedonais e interpretativos, criando condições para uma candidatura à classificação de água balnear e para a criação da primeira praia fluvial de Guimarães.
Ricardo Araújo destacou a importância dos investimentos para «devolver à cidade um espaço nobre» e aproximar os vimaranenses dos seus rios. Também José Pimenta Machado sublinhou a relevância da valorização dos recursos hídricos e da recuperação das margens fluviais para territórios mais resilientes.
A participação do Laboratório da Paisagem nestes projetos reforça o seu papel enquanto parceiro científico e técnico do Município de Guimarães, colocando a investigação aplicada ao serviço do desenvolvimento do território. As intervenções contribuirão para a valorização da biodiversidade, da infraestrutura verde e dos recursos hídricos, consolidando o legado de Guimarães – Capital Verde Europeia 2026.