Os desafios são muitos, mas também o é o potencial de uma tecnologia que - se usada com ética, pensamento crítico e sentido humano - pode fortalecer processos educativos, melhorar a compreensão de fenómenos ambientais e apoiar a transição para sociedades mais sustentáveis.

Organizado pelo Laboratório da Paisagem e pelo Município de Guimarães, num território que se prepara para ser Capital Verde Europeia em 2026, o encontro reuniu investigadores, professores, jovens influenciadores, técnicos, decisores e comunidade educativa para discutir cinco grandes áreas: tecnologias emergentes e sustentabilidade ambiental; IA na educação do aluno do século XXI; inovação pedagógica; o papel dos jovens na educação para a sustentabilidade; e ética em IA. Com salas sempre bem compostas, intensa partilha de conhecimento e debate crítico, o evento destacou a importância de confrontar áreas que tantas vezes parecem distantes — tecnologia e sustentabilidade – para revelar as suas interseções e o seu potencial comum na construção de territórios mais habitáveis, resilientes e centrados no bem-estar.

O encontro incluiu ainda uma Mostra de Tecnologias e IA para a Educação Ambiental, com sete expositores, apresentações de ferramentas tecnológicas, doze comunicações orais de elevada qualidade e uma visita interpretativa à Zona Húmida de Guimarães com recurso a ciência-cidadã. A presença da EVA, avatar anfitriã do evento, simbolizou o espírito inovador que marcou toda a iniciativa.

Com este Encontro, o Laboratório da Paisagem reafirma o seu papel como espaço de aprendizagem, investigação e cocriação, comprometido com a missão de educar para a sustentabilidade e de contribuir para um território climaticamente neutro, mais consciente e mais preparado para os desafios do futuro – sempre com a convicção de que, apesar de toda a tecnologia, este é o único Planeta que temos e é nossa responsabilidade protegê-lo.